Eu sempre fui diferente. Nunca gostei de rosas e bonecas. Marginalizada pelo fato de ir contra conceitos tradicionais, aliás, esses mesmos que eu tenho certo repúdio. Não entendo porque as coisas têm que ser feitas da forma que a sociedade determina ou manobra, pessoas artificiais.
Adorava e adoro carros, meu passeio predileto era andar de moto com meu pai, hoje também gosto de uma mesa de bar com amigos. Não tive o sonho do casamento e família perfeita, muito menos idealizei um príncipe encantado, corro para minha independência. Radical. Egocêntrica. Vivo num posto de mulher moderna, com alguns miligramas de testosterona a mais, porém sou tão mulher quanto qualquer outra, quem conhece meus discursos às vezes acham que eu sou uma barreira impenetrável, no entanto em algumas horas, decaio as fraquezas femininas: esperneio e choro. Eu prefiro discutir, discutir idéias, de vez em quando relacionamentos.
Odeio pessoas normais, mulheres frágeis, homens machistas. Sou adversa à minha cultura, gosto de rock e livros(pode ter certeza, as maiorias dos paraibanos se abstêm disso). Não acredito em casamento e ao menos religião. Feminista extrema, prezo pela igualdade, porém não preciso deixar minha maquiagem e meus sapatos de salto alto por isso. Levo-me a conflitos diretos com minha mente, pois nunca me senti encaixada em nenhum mundo, apesar de não necessitar. Gosto do meu próprio universo. Hedonista. Penso em mim, penso num todo, mas não tenho objeções, falso moralismo e hipocrisia. Não tenho meias palavras e não abaixo meu tom de voz. Um ar meio soberbo e veemente. Nasci para abraçar e defender causas. Emergi para pensar. Pensar.
domingo, 10 de agosto de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que eu nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Manuel Bandeira
Estou indo também embora para pasárgada, quem sabe lá eu seria amiga do rei?
terça-feira, 20 de maio de 2008
O que aconteceu com o nosso português?
Venho por meio deste blog expressar minha indignação para com o trato da nossa língua. A cada dia impressiona-me(leia-se espanta) como distorcem e enfeiam algo que é tão simbolizante à nossa cultura. O português é um dos idiomas mais encantadores do mundo, além de sua beleza podemos julgar também sua complexidade que o torna extremamente mais interessante. Bem, mas cheguemos à realidade, entristece-me demasiadamente as barbáries cometidas pela nossa população. Em que país vivemos que até a classe média que se julga "intelectualizada" comete erros primários, básicos em nível de ensino fundamental jogando fora a beleza de um língua que passou tanto tempo para chegar a aprimoração que tem hoje? Não quero ser parnasiana, até porque devido à mesma complexidade citada anteriormente o português torna-se uma língua difícil, enfadonha, contudo não existe algo mais belo que falá-lo e escrevê-lo corretamente. Não podemos perder o foco, hoje admiramos um presidente analfabeto, há tempos passados a mesma juventude vaiava Jânio Quadros por simplesmente usar uma partícula verbal errada(imaginem se formos vaiar a cada erro de português que Lula cometer, todos ficaríamos afônicos, rs). Ainda existe situação cultural pior ocorrendo ao povo brasileiro: os jovens que têm contato com uma boa educação, desprezam e ignoram mostrando o nível de aculturação em que chegamos. Se até os que possuem oportunidades educacionais excelentes pecam nos maiores barbarismos possíveis, imagine os que não possuem...
sábado, 19 de abril de 2008
Nostalgia...
Tudo passa,
as alegrias, o medo do amanha, a tristeza nos olhos após a perda, a indiferença dos amantes, a plenitude do relacionamento, a frustração do fracasso, e a aliteração dos poemas vocativos.
Assim como em nossas vidas vários brilhos passaram, pessoas marcaram e dias lembraram. Desse jeito vamos vivendo o hoje procurando uma nova fortaleza interna para levantarmos no dia seguinte com aquele sorriso não de completa felicidade e sim da busca dela, que isso que nos motiva a viver, a abrir os olhos ao amanhecer. Afinal tudo passa, menos nossas virtudes frutos de cada passagem da nossa curta vida e de cada momento por mais insignificativo que tenha sido.
É por isso que o nosso modo de ver o mundo agora é diferente do que foi ontem, porque marcadas estamos da vida mas cada cicatriz espelha orgulho por mostrar que das experiências sobrevivemos e temos a dádiva de poder nos arriscar novamente.
Sem mais...
Eu havia escrevido esse texto há algum tempo atrás para uma amiga minha. De alguma forma o texto me remete lembranças necessárias para a constituição do que sou hoje.
as alegrias, o medo do amanha, a tristeza nos olhos após a perda, a indiferença dos amantes, a plenitude do relacionamento, a frustração do fracasso, e a aliteração dos poemas vocativos.
Assim como em nossas vidas vários brilhos passaram, pessoas marcaram e dias lembraram. Desse jeito vamos vivendo o hoje procurando uma nova fortaleza interna para levantarmos no dia seguinte com aquele sorriso não de completa felicidade e sim da busca dela, que isso que nos motiva a viver, a abrir os olhos ao amanhecer. Afinal tudo passa, menos nossas virtudes frutos de cada passagem da nossa curta vida e de cada momento por mais insignificativo que tenha sido.
É por isso que o nosso modo de ver o mundo agora é diferente do que foi ontem, porque marcadas estamos da vida mas cada cicatriz espelha orgulho por mostrar que das experiências sobrevivemos e temos a dádiva de poder nos arriscar novamente.
Sem mais...
Eu havia escrevido esse texto há algum tempo atrás para uma amiga minha. De alguma forma o texto me remete lembranças necessárias para a constituição do que sou hoje.
O porquê.
Bem, ao certo não sei os motivos que me incentivaram a fazer este blog; talvez a vontade de escrever, aquela vontade quando estou no chuveiro e me vem uma idéia que eu preciso compartilhar, porém eu ainda acho que a mais motivadora de todas foi a necessidade de ser crítica e expor os meus anseios e indignações para com uma folha em branco.
Sejam bem vindos!(Se é que alguém um dia lerá alguma coisa minha, rs)
Sejam bem vindos!(Se é que alguém um dia lerá alguma coisa minha, rs)
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